22 de julho de 2017

SEA LIFE Porto

Hoje foi dia de rumar ao Sea Life e dar a conhecer aos pequenos o aquário aqui da nossa cidade. Eles deliraram com os peixes, com as raias e com a tartaruga gigante que por lá andava. Eu não contava mas, tanto um como o outro, tiveram medo dos tubarões. Sempre que viam um achavam que ia comer as raias e, então escondiam-se os dois para não verem o "terrível desfecho que estavam a imaginar". Quanto a mim, gostei do espaço, cuidado, limpo e com funcionários atenciosos para com as crianças.  O novo espaço exterior precisa ainda de umas sombras e de um ou outro divertimento para crianças mais pequenas. Mas este pequeno recanto exterior com mesas, um pequeno café, escorregas e relva para correrem dá muito jeito para fazer uma paragem a meio do percurso e aproveitar para dar o lanche aos miúdos.
Não se compara com o Oceanário de Lisboa, e não acho que tem de haver essa comparação, são distintos. Não achei o Sea Life pequeno, se fosse maior acho que ia ter de andar com os dois príncipes ao colo porque não aguentavam mais. No entanto, achei bastante caro: 13,50€ adultos e 9,50€ crianças dos 4 aos 11. Fica a dica para comprarem bilhetes online que fica um pouco mais barato.








15 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Passei o dia nostálgica. As saudades que eu tenho de ter silêncio em casa, de não ter horas para acordar ao fim de semana. Que saudades que eu tenho de ter o meu tempo. De sentir que faço alguma coisa por mim e para mim. Que saudades que eu tenho de sentir que tenho tudo organizado e tempo para estar pausadamente a desfrutar da companhia do meu rapaz. Que saudades que eu tenho dos fins de semana sem horas só com a minha pessoa. 
Os miúdos estão numa fase mesmo cansativa. Só querem a mãe para tudo (ai esta ligação dos rapazes com as mães tão especial mas tão exaustiva!). Estão numa fase em que têm dois milhões e mais alguns brinquedos mas querem sempre brincar com o mesmo. Mesmo que existam dois iguais, arranjam sempre forma de querer o mesmo porque há sempre qualquer coisa diferente. Competem em tudo: por quem chega primeiro à garagem, quem chama o elevador, quem toca à campanha, quem se agarra mais à mãe,... uma canseira. Às vezes dou por mim a querer andar e tenho um agarrado a cada perna. E chego a andar assim cá em casa (às vezes até disputam a mesma perna!). E eu pergunto: "meninos e se eu tivesse mais um filho como é que resolvíamos isto?", resposta pronta: "olha era mas um que ficava a chorar". Mãe sofre...

12 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos. Chupar.

Cenário: um parque infantil.
Diogo estava a brincar com um frasquinho de bolas de sabão. Ele fazia e outros meninos corriam sorridentes atrás das bolas que voavam. Até que uma menina, a Maria, lhe pediu para ser ela a fazer. Ele passa-lhe o frasco e ela olhou para o frasco meio desconfiada sem saber muito bem como fazer. Vai daí, prontamente, declara o Diogo:
- "Chupa Maria! Chupa!"
Risota geral entre os pais que assistiam à cena!
- "Não é chupa, Diogo. É sopra!" - tento eu esclarecer já perdida de riso.

10 de julho de 2017

Foi há 1 ano! Às vezes ainda parece irreal!


"Pouco importa... pouco importa... 
 Se jogamos bem ou mal... 
Queremos é levar a taça para o nosso Portugal!"

Ai que somos tão solidários mas tão pouco cívicos!

Portugal é um país solidário. Dizem. Eu acredito. Mas somos tão mas tão pouco cívicos.

Saio de trabalhar e começo mentalmente a delinear o percurso que tenho de fazer e todas as tarefas que tenho de cumprir até me sentar para jantar. Ir buscar "isto", ver se ainda chego a horas para levantar "aquilo",  ligar avó para saber como estão os miúdos, sincronizar-me com o marido, etc, etc...
Estaciono o carro num dos locais onde precisava de ir. Saliento que estaciono num local próprio para estacionamento. Tudo direitinho, portanto. Já estão adivinhar o que se passou certo? Mas bem, vou tratar do que preciso e demoro 5 min até voltar ao carro. E eis que alguém estacionou em segunda fila, de tal forma que me impedia de sair. Respiro e penso: alguém me está a ver. Não, não estavam. Passam 2 minutos, ninguém aparece e buzino só para mostrar que estou ali. Passam 15 minutos e já eu toda buzinava! Passam 30 minutos e eu estava quase quase a chamar a polícia e surgem 2 homens que calmamente entram no seu carro e partem. Sem uma palavra. Sem um gesto. Nada. Pegam no carro e vão à vidinha deles!
Estive 30 minutos ali à espera apenas e porque fiz questão de estacionar num dos locais devidos!! Estes seres chegam, estacionam onde querem, despacham a vidinha deles e seguem a sua rotina normal! Estou possessa! Que falta de tudo! 

8 de julho de 2017

Viajar com crianças. Paris. Dia 3.

Este era o dia mais aguardado. Não só porque o papá fazia anos mas como era o dia em que íamos finalmente subir à Torre Eiffel (deixamos passar o fim de semana imaginando que a confusão nesses dias fosse maior), e eles só por isso acordaram entusiasmadíssimos. Foi o dia que aproveitamos para passear, e brincar muito. Bem, acordamos e depois do pequeno almoço fomos de metro até à zona do Trocadéro e mal saímos da estação ficamos todos fascinados com a imponência da Torre. (De salientar que o Diogo ia no metro como se tivesse andado de metro a vida toda. Queria ir sozinho, na maioria das vezes de pé, e sempre admirar toda a gente.)







Por mais vezes que visitemos Paris, por mais anos que passem a Torre continua deslumbrante e avassaladora. Que imponente que é esta torre!
Claro está que o fascínio pela Torre passou em menos de 2 minutos aos meus ricos filhos. Rapidamente descobriram que o chão em mármore, na zona do Trocadéro, dava uns fabulosos escorregas e não mais pararam de escorregar durante longos e longos minutos. 



E pronto já com os pequenos bem sujinhos e felizes começamos a descer pelos jardins do Trocadéro até junto à Torre. Saliento só o grande perímetro de segurança mesmo antes de chegar à torre. O risco de atentado está no auge e foi essa a grande diferença que senti desta visita a Paris relativamente às outras duas vezes que lá tinha estado: o nível de segurança, o exército nas ruas, as revistas e mais revistas em todo o lado que íamos.
Mas bem, com risco de atentado ou não, não resistimos e subimos à torre. E a vista sobre Paris continua mágica! Que vista! Que imponência. Que grandiosidade.









É tal o fascínio que a torre exerce em nós que optamos por almoçar mesmo ali, num jardim mesmo ao lado. Fizemos um piquenique na relva com baguetes francesas e mais uma vez os miúdos aproveitaram para correr e gastar energias.




Depois já de barriga cheia fomos passear junto ao Rio Sena, fomos a pé até à Ponte de l'Alma. Onde se encontra a Chama da Liberdade. É uma estátua, que apesar de não ter sido construída com esse propósito, o facto de estar sobre o túnel onde a princesa Diana morreu, passou a ser um memorial não oficial à princesa. E são várias as flores, velas, bilhetes e fotografias que ainda se vê por lá... quase 20 anos após a sua morte! 



Bem, o dia ia longo e após esta caminhada fomos até ao apartamento dormir a sesta. E que bem que nos soube a todos! Ao final do dia, saímos para jantar e comemorar o aniversário do papá. Os príncipes já tinham as energias carregadas e não faltou boa energia e muitos sorrisos. E birras pelo meio, claro está, mas isso já sabemos que faz sempre parte do pacote!

2 de julho de 2017

Coisas aleatórias que ocupam a minha mente.

Estou numa fase em que a minha cabeça não descansa. Estou a dormir e tenho sonhos, (e outros tantos pesadelos!) que me deixam exausta e acordo, sempre, com a sensação de não ter descansado o suficiente. Esta semana sonhei que Portugal tinha entrado em guerra (acho que o meu coração ainda não conseguiu descansar depois da tragédia de Pedrogão e das histórias de vida que li) foi um desespero essa noite. Depois sonhei com trabalho e outras mil e duas coisas que ocupam a mente.

Ainda dou de mamar, sim o meu pequenito tem 26 meses e ainda mama. Ele é feliz com isso, eu não me importo (vá na maioria dos dias!) e nada, nem ninguém tem o direito de opinar. E sim, não precisam de falar que se percebe nas vossas caras o que pensam sobre isto.

Cansa-me a hipocrisia e os comentários maldosos que leio e ouço sobre a barriga da Carolina. Há 3 anos era a barriga da outra Carolina, a Patrocínio, que era escândalo porque teve uma recuperação mega rápida e isso não era saudável. Agora é esta Carolina, que para os entendidos, toda aquela barriga não é saudável e está a demorar demasiado a voltar à forma pós-parto. Está tudo louco, só pode. Deviam era estar caladinhos. principalmente as mulheres que já foram mães.

1 de julho de 2017

Conversas de um miúdo de 4 anos.

Diogo: "Mamã os dinossauros já não existem, pois não? Agora é só os ossos não é?"
ML: "Sim é isso. Agora já não existem."
Diogo: "Mas olha, quando os dinossauros não era ossos e andavam aqui no planeta Terra, as pessoas onde estavam?"
ML: "As pessoas não existiam nessa altura."
Diogo: "Mas estavam noutro planeta e vieram depois numa nave?"
ML: "Não. Não existiam em planeta nenhum."
Diogo: "Assim não pode ser. E como nasceram aqui na Terra de repente?"
ML: "Foram nascendo... primeiro nasceram uns animais muito pequeninos... depois outros maiores... e depois evoluíram passado muitos anos e depois nasceram as pessoas."
Diogo: "Mamã vais trabalhar?"
ML: "Sim, filho vou."
Diogo: "Acho que devias ir descansar. Isso não faz sentido nenhum." 

[E esta, hein?!]

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